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  • Foto do escritorVinicius Andrade

O QUE SÃO AÇÕES?



Um dos ativos mais famosos do mercado financeiro mundial, muitas vezes assunto em uma mesa de bar com um grupo de amigos, na hora do almoço e do jantar, manchete dos jornais etc. Hoje amplamente falado por especialista, economistas, jornalistas e até por pessoas comuns no mundo todo.

 

Com toda essa cobertura, em algum momento chega até nós esse assunto sobre ações e muitas vezes ficamos curiosos em saber mais sobre como investir, qual ação comprar, qual corretora abrir conta, se consigo acertar a minha vida no curto prazo só investindo em ações. Isso muitas vezes alimentado por um marketing agressivo de algumas instituições e figuras de credibilidade duvidosa.

 

Existe muitas coisas que precisamos entender sobre as ações, não vou dizer todas elas em um só artigo, mas vou focar em explicar o que genuinamente é uma ação, que acredito ser fundamental você entender antes de realizar seu primeiro investimento. Sem mais delongas, vamos lá!

 

Para explicar o que é genuinamente uma ação, quero voltar brevemente num ponto da história mundial, mais precisamente nos anos de 1600 (mil e seiscentos) na Holanda, onde na época as embarcações entre continentes em busca de especiarias eram muito fortes e a Companhia Inglesa das Indias Orientais era a principal empresa que prestava esse serviço.


Mas ao mesmo tempo que era uma atividade lucrativa, também havia muitos riscos, como perca total das mercadorias em um eventual naufrágio, conflitos com piratas etc. Com esses prejuízos os financiadores das embarcações que eram poucos e muito concentrados perdiam tudo, até que em determinado momento a companhia juntamente com o governo tiveram a brilhante ideia de dividir esse risco em muitos investidores que depositariam suas economias na empresa, adquirindo o direito da parcela dos lucros das embarcações quando voltasse.


Quadro ilustrativo da Companhia das Índias Orientais e sua bandeira.


Surge então a primeira companhia de capital aberto do mundo, realizando seu IPO (Oferta Pública Inicial). Tendo suas ações negociadas por pequenos e grandes investidores, e a partir disso a companhia cresceu ainda mais, aumentando seu território global, chegando a um valor de mercado a valores de hoje de US$  7,9 trilhões e pagando um Dividend Yield (Percentual de dividendo pago por ação em ano) de 18% ao ano por quase dois séculos.


E por que eu trouxe essa história? Porque é justamente esse o racional das ações. Investindo em uma ação você se torna sócio, portanto dono de uma pequena parte de uma companhia, correndo o mesmo risco do desenvolvimento dos projetos dessa empresa junto com seus fundadores, mas que ao mesmo tempo obtém o direito de colher os frutos gerados pela atividade da empresa, seja com a valorização das ações ou dos dividendos que venha a ser distribuídos.


A partir disso começamos a entender os benefícios por trás de investir em ações, pois ela nos possibilita participar de empreendimentos maravilhosos que são lucrativos, rentáveis e sólidos. Como por exemplo uma petrolífera, uma hidrelétrica, empresas de telefonia, bancos e etc.
















Plataforma de exploração de petróleo da Prio. (Foto: Eduardo Chamon)










Sede do Banco do Brasil em Brasília















Fábrica da Klabin papel e celulóse


Além disso, imagina ter a oportunidade de depositar seus recursos na mão de mentes brilhantes que construíram impérios bilionários e que no começo de suas empreitadas contaram com a ajuda de pequenos investidores. Para citar alguns; Steve Jobs, Bill Gates, Jeff Bezos, Warren Buffett/Charlie Munger, a lista é grande, tanto lá fora quanto aqui no Brasil.



Por isso, quando olharmos uma ação não devemos pensar que aquilo é apenas algumas letras piscantes numa tela, mas sim que por trás delas há pessoas, máquinas, galpões, estoques, clientes, dívida, produtos, marcas e muito mais.


Como disse uma vez um dos maiores gestores dos Estados Unidos, Peter Lynch: ‘’Atrás de toda ação há uma companhia. Descubra o que ela está fazendo’’.

Peter Lynch, um dos maiores gestores de ações dos Estados Unidos. Retorno médio de 29% ao ano durante 13 anos.


E qual é a importância estratégica desse pensamento para podermos ter bons resultados nos investimentos em ações, ou melhor dizendo, em empresas?


É que o mercado como um todo, outros investidores, não estão nem aí com aquela empresa que existe por de trás da ação, muitas vezes não sabem do porque está comprando aquilo, ou só esperam surfar uma onda de valorização da ação no curto prazo, e quando a ação cai saem vendendo que nem loucos a preço de banana para nós investidores que realmente sabemos o potencial que aquela companhia tem, que conhecemos a empresa e temos uma visão de longo prazo.


Para ajudar no entendimento, acredito que em algum momento você já presenciou alguém vendendo algo por um preço bem abaixo do que aquilo realmente vale, muitas vezes por estar precisando do dinheiro ou não saber realmente o valor por trás daquele objeto, como também não tem o mínimo interesse em saber, e aí os que sabem aproveitam para comprar por uma pechincha. Isso acontece com carros, figuras históricas, imóveis, objetos de colecionador entre outras.


E o contrário também acontece, como as vezes tentamos comprar alguma coisa de alguém que sabe realmente o valor daquilo e que não vende de jeito nenhum por qualquer preço.


Sendo assim acredito que você terá maiores chances de sucesso no investimento em ações se entrar com mentalidade de sócio e encarar que a bolsa é uma oportunidade de adquirir participações em empresas que poderão ser lucrativas no futuro e que consequentemente te dará o direito de colher parte desses lucros.


É sempre um prazer falar sobre ações com você, nos vemos no próximo artigo.



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